quinta-feira, 1 de março de 2012


  A ESCRAVIDÃO AFRICANA E AS DIFERENÇAS REGIONAIS DO BRASIL NO INÍCIO DA COLONIZAÇÃO


Apesar da escravidão (indígena e africana) estar presente em todo o território do Brasil, desde o início do período colonial, nem todas as regiões brasileiras possuíam a mesma realidade econômica e social:

Litoral nordestino:
Foi marcada pela exploração da cana-de-açúcar, praticamente todas as atividades econômicas eram realizadas por escravos, especialmente nas áreas rurais. As cidades eram pouco povoadas e distantes entre si.


Interior Nordestino:
O agreste e o sertão nordestino era ocupado pela criação de gado. Nessas regiões a mão-de-obra utilizada era de homens brancos e livres, muitos proprietários de pequenas rebanhos. O gado destinava-se tanto para a alimentação quanto para os trabalhos agrícolas como transporte da produção.
Em meados do século XVII, a cultura do algodão se espalha pelo agreste nordestino, cuja produção destinava-se ao mercado inglês. 
  
A região Sul
O Sul, atualmente, equivale ao território do litoral sudestino. A população era ainda mais pobre do que o Nordeste. A economia giranva em torno especilamente da produção da farinha de guerra (farinha de mandioca) e criação de gado, que vendiam às embarcações portuguesas que aportavam na região antes de seguirem viagem para a África.  Como era uma região muito pobre ao homens vivam em expedições para o interior do país, escravizando indígios. Assim, a administração das fazendas e as atividades comerciais era realizada na maioria das vezes por mulheres. As mulheres dessa região geralmente sabiam ler, decidiam sobra a partilha da herança e escolhiam os maridos e esposas de seus filhos e filhas.
Combate aos Botocudos (Debret, 1827)


O ESCRAVO AFRICANO NO BRASIL

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA REALIDADE BRASILEIRA NO INICIO DA COLONIZAÇÃO


A escravidão foi introduzida no Brasil para atender à demanda da mão-de-obra na  produção de cana-de-açúcar. Embora a maioria dos escravos executassem trabalhos na lavoura plantando, tratando e colhendo a cana-de-açúcar, eram também empregados na moenda da cana, da produção, empacotamento e transporte do açúcar. na imagem abaixo vemos uma representação dessas atividades agrícolas.
O fato da produção do açúcar concentrar-se no litoral nordestino (naquele período chamdao de Norte) brasileiro implicou em uma série de transformações na região: As florestas litorâneas (a Mata Atlântica) foi totalmente devastada; as tribos indígenas que habitavam a costa litorânea, foram desimadas ou tiveram que se transferir para o interior do país; as populações concentravam-se na zonas rurais, poucas eram as cidades que conseguiam impulsionar seu desenvolvimento econômico; a maioria das pessoas livres executavam trabalhos relacionados ao comércio.
A sociedade nordestina da época era rígida, ou seja, não se transformava ao longo do tempo. As mulheres quase não tinham liberdade e direitos sociais, casavam-se  cedo com maridos escolhidos por seus pais. Casamentos entre parentes eram muito comuns, pois as famílias mais ricas não desejavam dispersar suas riquezas com pessoas desconhecidas. A maioria da população era analfabeta, incluindo os ricos fazendeiros, os únicos colégios existentes na cidade pertenciam às ordens religiosas especialmente a dos jesuítas, porém poucos frequentavam essas escolas. Não haviam cursos superiores no Brasil e em geral as crianças aprendiam apenas a ler, escrever e realizar contas fundamentais.
Assim, a vida no início da colonização era muito dura. Trabalhava-se pesado e as doenças tropicais eram implacáveis. Havia muitos conflitos, ataques de índios, revoltas de escravos. A maioria da população era muito pobre e sujeitava-se às leis impostas pelos latifundiários (proprietários de grandes fazendas).

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O HOMEM COMO PROPRIEDADE: A ESCRAVIDÃO

INTRODUÇÃO
A escravidão faz parte da história da humanidade, as grandes civilizações na Antiguidade utilizavam escravos para a realização de tarefas mais difíceis ou desgastantes a exemplo dos templos e pirâmides egípcias, construídas por escravos; na Grécia, os endividados podiam se tornar escravos por um prazo de sete anos, para compensarem suas dívidas; e o Império Romano, só alcançou seu apogeu econômico em função do trabalho escravo nas lavouras; na América, os Maias usavam os escravos, obtidos em guerras contra seus inimigos em sacrifícios religiosos. Mas a escravidão também era conhecida por sociedades menores, várias tribos africanas aprisionavam e escravizavam os inimigos derrotados em guerras; A escravidão também era conhecida entre os índios brasileiros, em guerra pela conquista de territórios, os inimigos eram escravizados. Várias tribos brasileiras eram canibais, e acabavam usando seus escravos em rituais religiosos – matavam e devoravam os prisioneiros, acreditando que assim estariam tomando para si seu espírito, sua força e coragem.
Assim, na história da humanidade, as civilizações sempre acabaram entrando em contato de uma forma ou de outra com a escravidão, mas o que torna um homem um escravo? O escravo é a pessoa que perde a sua liberdade, não pode mais decidir o que fazer, para onde ir, o que comer, ou seja, o ESCRAVO deixa de ser visto como um ser humano e passa a ser visto como um OBJETO, uma PROPRIEDADE de outra pessoa.
A história do Brasil está marcada pela escravidão. Muitos homens viveram, em nosso país, como escravos - foram explorados, maltratados sem piedade, mas também lutaram para reconquistarem sua liberdade. É isso que vamos estudar.

MOTIVOS PARA O USO DE ESCRAVOS NO BRASIL.
            Em 1498, Portugal inicia seu processo de expansão territorial sobre regiões ficavam na costa africana. Inicialmente as terras conquistadas por Portugal, na costa da África serviam mais como entreposto comercial, fornecendo matérias-primas como especiarias que eram comercializadas na Europa. Em 1500, Cabral chega ao Brasil, porém aqui a inexistência de especiarias disponíveis para a venda imediata nos mercados europeus, fez com que Portugal desse início a um novo tipo de exploração diferente das feitorias que tinha criado na África - Portugal estabeleceu um sistema de colonização das terras brasileiras.
            Apesar de extenso e exuberante o Brasil só tinha como produto pronto para exploração o pau-brasil. Isso por que os índios que aqui viviam não sentiam necessidade de produzir uma agricultura comercial para sobreviverem, eram povos seminômades, viviam principalmente da caça e da pesca, as lavouras que mantinham em geral eram de mandioca, artigo que não despertava nenhum interesse econômico para Portugal. Porém, as terras, muito produtivas, e o clima quente favoreceu desde o início o plantio da cana-de-açúcar, especialmente na região mais ao norte.


A região mais ao norte, a partir da Bahia de Todos os Santos, com clima quente, chuvas regulares e solo muito produtivo, favoreceu o estabelecimento do cultivo da cana-de-açúcar.
As capitanias mais ao sul, a partir de ilhéus, sofriam com períodos mais longos e rigorosos de chuva, um relevo mais acidentado e o clima mais frio. Apesar da cana-de-açúcar também ter sido implantada na região, a produtividade não era satisfatória. Até o início do séc. XVIII, a região ao sul, possuía uma economia decadente, viva principalmente da criação de porcos e da produção da farinha de mandioca (na época chamada de farinha de guerra), ambas vendidas aos navios portugueses que faziam escala no Brasil, antes de seguirem viagem para o litoral africano. 


A PRODUÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR E A ESCRAVIDÃO INDÍGENA

            A principal riqueza do Brasil, durante quase todo o período Colonial foi a produção da cana-de-açúcar, porém o plantio, os cuidados com a lavoura e depois a colheita exigia muita mão-de-obra, centenas e até milhares de pessoas eram usadas para manter os canaviais que se expandiam territorialmente no Brasil. Em Portugal, não havia a quantidade de pessoas que a nova empreitada exigia, além do mais, os portugueses que vinham para o Brasil não estavam dispostos a trabalharem nas plantações, queriam utilizar a estadia na colônia para acumularem riquezas.
            Os primeiros a serem escravizados foram os índios. Inicialmente, os portugueses pensaram em aproveitar do contato já estabelecido com os índios na atividade de extração do pau-brasil. Nesse período, os índios realizavam essa extração por meio de um trabalho esporádico recompensado pelos produtos trazidos pelos lusitanos na prática do escambo. Posteriormente,os índios passaram a ser capturados em guerras dos colonos no interior do país, sendo destinados ao trabalho nos engenhos. O período de 1540 até 1570 marcou o apogeu da escravidão indígena nos engenhos brasileiros, especialmente naqueles localizados na região que atualmente abrange desde o estado de Pernambuco e até a Bahia. Porém, houve muitas resistências: os índios fugiam e frequentemente organizavam guerras contra os colonos; também havia a oposição dos jesuítas que tentavam proteger os índios catequisados em pequenas vilas chamadas de missões.
Todas essas reações dificultavam a organização da economia colonial e comprometiam os interesses comerciais da metrópole, voltados para acumulação de capital. Mas, de fato, a escravidão indígena foi suplantada no norte, apenas com a introdução do escravo africano. O tráfico negreiro, administrado pelo próprio Estado português, gerava lucros extraordinários, levando à progressiva substituição do escravo índio pelo escravo africano.
Enquanto, a partir do século XVII, nas capitanias do norte predominava a escravidão de africanos, no sul, o trabalho indígena continuava sendo amplamente empregado. Isso ocorria porque o escravo africano era muito caro e os colonos que viviam no sul não conseguiam comprá-los em grande quantidade. Assim, a escravidão indígena servia como alternativa à falta e o alto custo de uma peça trazida da África. Preferencialmente, os colonos atacavam as populações indígenas ligadas às missões jesuíticas, pois estes já se mostravam habituados aos valores da cultura ocidental.
A escravidão indígena foi oficialmente extinta no século XVIII, momento em que o marquês de Pombal estabeleceu um conjunto de transformações na administração colonial. Primeiramente, ordenou a expulsão dos jesuítas do Brasil mediante a ampla influência política e econômica que tinha dentro da colônia. Logo depois, em 1757, proibiu a escravidão indígena e transformou algumas aldeias em vilas submetidas ao poderio da Coroa.


Assista ao vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=X7ZjKwCiAuY

domingo, 21 de outubro de 2007

A Coroa Portuguesa no Brasil

A viagem da Coroa portuguesa para o Brasil foi bastante difícil. No meio do caminho a esquadra portuguesa enfrentou tormentas, e em alguns momentos esteve ameaçada de naufragar, porém, em janeiro de 1808 a nau que trazia D. João e seus dois filhos, Pedro e Miguel, aportou em Salvador. O rei permaneceu em Salvador por um mês, período no qual assina o seu primeiro ato político no novo mundo: Abre os portos brasileiros para os navios das nações amigas. Esse ato determina o fim do Pacto Colonial, uma vez que a colônia teria liberdade de comerciar diretamente com outras nações, especialmente com a Inglaterra.

Apesar dos apelos locais, o rei se despede de Salvador e em março chega ao Rio de Janeiro, onde estabelece a sede de seu governo. Embora importante porto colonial, a cidade do Rio quase não possuía infra-estrutura urbana, poucas ruas eram calçadas, o abastecimento de água era feito nos chafarizes, para onde escravos diariamente se dirigiam a fim de recolher a água necessária para o dia, a maioria das casas eram feitas de taipa.

Para a chegada da família real, as melhores casas da cidade foram confiscadas, e seus ilustres moradores delas expulsos, podendo levar apenas os objetos de uso pessoal. Esse fato já dava o tom do que seria a estada da Coroa Portuguesa na Colônia.

Como a intenção do rei era permanecer no Brasil por um longo período, por isso, ainda em 1808, D. João iniciou o processo de melhoria na cidade do Rio de Janeiro:

· Autorizou a instalação de manufaturas na colônia.

· Fundou a Impressão Régia; o Banco do Brasil e a casa da moeda;

· Criou tribunais de justiça;

· Calçou ruas;

· Instalou a primeira rede de água encanada na cidade;

· Fundou a primeira faculdade de medicina do Brasil;

· Trouxe missões artísticas,;

· Criou o Jardim Botânico; entre outras coisas.

Em 1810, D. João assina com a Inglaterra o Trato de Comércio e Navegação, estabelecendo que os produtos ingleses pagariam taxas de importação para a Coroa Portuguesa no valor de 15%, Portugal pagaria impostos de 16% e os demais países 24%. Esse acordo aumentou a dependência da economia portuguesa em relação à Inglaterra.

Também foi assinado o Tratado de Aliança e Amizade de caráter mais político estabelecia o fim da Santa Inquisição no Império português, o compromisso de Portugal para acabar com a escravidão e aos cidadãos ingleses o direito de extraterritorialidade, ou seja que eles só poderiam ser julgados por leis, juízes e tribunais ingleses.

Outro ato importante foi a elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarve, em 1815. Essa decisão praticamente tornou o Brasil independente da antiga metrópole, estando a ela unida apenas pelo reinado do mesmo rei. Enquanto os brasileiros comemoravam a sua nova condição de ex-colônia, em Portugal começaram a surgir movimentos de desaprovação ao governo de D. João VI.

Embora o Rio de Janeiro abrigasse a Coroa Portuguesa e o Brasil já gozasse de grande liberdade administrativa e política, nem todas as regiões brasileiras estavam satisfeitas, pois os recursos arrecadados eram aplicados principalmente na urbanização e desenvolvimento do centro-sul do país.

Por isso, em 1817 estoura em Pernambuco o principal movimento de contestação ao poder central – a Revolução Pernambucana, que de forma brutal e rápida foi reprimida, praticamente dois meses depois de seu início.

Enquanto esteve no Brasil, D. João ainda se envolveu em duas guerras com nações estrangeiras: Em 1808 invade a Guiana Francesa, mantida sob domínio português até 1817. Mais tarde em 1821, conquista o atual território do Uruguai, na época chamada de Província Cisplatina pertencente à Espanha. Essa expansão para o sul foi devido ao apoio dado pela Espanha a Napoleão, na época da invasão francesa sobre Portugal. Além disso a região do Plata era importante área comercial, fazendo com que o Brasil se empenhasse em manter seu domínio até 1825.

À medida que o tempo passava, os portugueses exigiam com mais vigor o retorno da Coroa à Europa, porém sem ver nenhuma iniciativa do rei nesse sentido. Foi então que a burguesia portuguesa em 1820 decide fazer um movimento revolucionário – a Revolução Liberal do Porto.

As principais reivindicações da Revolução do Porto eram:

· O retorno imediato da família real para Portugal;

· A instituição de uma Monarquia Constitucional;

· A recolonização do Brasil.

Apesar de ser um movimento de elite, a Revolução Liberal do Porto tinha o apoio popular, pois Portugal vivia uma grave crise econômica desde a transferência da família real para o Brasil. Assim, D. João é forçado a voltar para Lisboa, deixando no Brasil seu filho mais velho, D. Pedro como príncipe regente. Dessa maneira pretendia satisfazer o desejo dos portugueses e, ao mesmo tempo, acalmar os ânimos dos brasileiros que não aceitavam a tentativa de recolonização imposta pelas Cortes (parlamento) portuguesas.

A permanência de D. João no Brasil foi fundamental para manter o império português unificado durante os 13 anos de anos em que residiu no Rio de janeiro. Por outro lado as mudanças no âmbito político e administrativo que ocorreram no Brasil, enquanto o Rio de Janeiro foi a capital foi a sede do Império, fez crescer o sentimento nacionalista entre os brasileiros.

A Sociedade Brasileira no Século XIX

Se a transferência da família real impulsionou o desenvolvimento urbano, administrativo e político do Brasil, o mesmo não se pode dizer sobre as características da sociedade. O Brasil do séc. XIX continuou sustentado pelo trabalho escravo, pelo massacre de populações indígenas e pela exploração predatória das riquezas nacionais.

Essa realidade, distante dos contos de fada, ficou registrada nas várias obras artísticas de pintores que visitaram o Brasil a convite de D. João. As ruas do Rio de Janeiro repletas de escravos realizando as mais diversas atividades, e mesmo sendo castigados em público para servirem de exemplo; a captura de índios que seriam submetidos a uma vida miserável. Ao mesmo tempo em que uma minoria branca, de origem européia divertia-se em bailes ou lutava pela atenção do monarca. A preocupação com o desenvolvimento do país, estava longe de atender as necessidades da maioria da população. E nem mesmo as excursões científicas e as crônicas dos viajantes estrangeiros, sensibilizaram a elite da época.

As mulheres também não tinham muita liberdade, pois a sociedade machista reservava a elas um papel secundário na vida social. Foram poucas as mulheres que se destacaram por seus feitos, como a princesa (e depois imperatriz) Leopoldina, culta e dedicada aos problemas políticos e sociais do Brasil; ou Maria Quitéria, heroína nas lutas pela independência brasileira.

Enfim, o Brasil do séc XIX herdava as mesmas diferenças sociais e injustiças do período colonial, fato esse que marcaria o destino do país até os dias de hoje.

Vinda da Coroa Portuguesa para o Brasil

Um pouco de Portugal

Portugal, é um pequeno país que possui basicamente três regiões geográficas bastante distintas:

O Norte é a região montanhosa, tendo na Serra da Estrela suas maiores altitudes. Essa região é cortada pelo caudaloso rio do Douro, cujas margens pedregosas secularmente serviram para a produção de excelentes uvas, e tornou o destino do norte ligado à produção de um vinho mundialmente reconhecido o vinho do Porto.

O Centro do país também possui um rio, o Tejo, largo e profundo foi uma importante rota de comércio, ligando o Atlântico ao interior da Península Ibérica. O litoral central de Portugal permitiu o estabelecimento de portos naturais, sendo que da marina de Lisboa partiram as caravelas dos descobrimentos. Graças a esse fator, desde cedo Lisboa abrigou a Coroa Portuguesa tornando-se o centro administrativo do país.

O Sul, conhecido como a região do Algarve tem clima quente, lindas paisagens litorâneas e largas planícies cobertas de campos de oliveiras e sobreiros, árvore que fornece a cortiça.

A economia de Portugal

Historicamente a economia de Portugal esteve ligada à produção e comércio do vinho do Porto, e após 1500, ao comércio das riquezas trazidas de suas colônias ultra marinhas – as especiarias. A Inglaterra se tornou o principal parceiro comercial e, em 1703 os dois países assinam o Tratado de Methuen (ou dos panos e vinhos) determinando que a Inglaterra compraria sem a cobrança de impostos os vinhos portugueses, e Portugal importariam tecidos de lã ingleses.

Embora inicialmente esse tratado fosse positivo para Portugal, ao longo do tempo levou as manufaturas lusitanas à falência. Por isso, durante séculos a principal fonte de riqueza de Império foram suas colônias americanas, africanas e asiáticas. Além de impedir o desenvolvimento manufatureiro português, esse Tratado também fez crescer as dívidas e Portugal, pois a entrada de manufaturados era maior e mais custosa do que a venda de vinhos. Parte dessas dívidas era paga com as próprias riquezas trazidas das colônias.

A dependência portuguesa em relação à Inglaterra foi notada de forma mais ostensiva depois que Napoleão impõe à Europa o Bloqueio Continental. Portugal tinha medo de aceitando o Bloqueio ver sua ricas colônias invadidas pelas esquadras navais inglesas. Ao mesmo tempo sofria constantes ameaças da França, que invadia e humilhava todos os países inimigos.

Diplomacia portuguesa no início do séc XIX.

Para evitar um confronto direto com a França, D. João, príncipe regente lusitano, pede a todos os ingleses que se retirem do território português. Com isso ilude Napoleão, que imagina um rompimento entre Inglaterra e Portugal. Porém, o comércio entre as duas nações permanece intacto. Essa manobra diplomática garante à Coroa portuguesa tempo suficiente para preparar-se para uma possível invasão francesa.

D. João manda que caravelas sejam carregadas com tudo de valioso que a Coroa possuísse - documentos, jóias, móveis, roupas e mantimentos. Quando Napoleão percebe que está sendo iludido e decide invadir o país pelas planícies do Algarve, a Coroa portuguesa embarca nas naus que escoltadas por frotas navais inglesas, transfere toda a nobreza para o Brasil.

Ao chegar em Lisboa, Napoleão não encontra nada de valioso, apenas o povo pobre que atônito vê, sem nenhuma resistência, o país passar para o domínio Francês.

Portugal só é libertado da França em 1810, graças aos exércitos ingleses que vencem a França em batalhas navais. Mesmo assim, o rei de Portugal permanece no Brasil até 1821.

Conseqüências da Fuga da Coroa Portuguesa.

Embora criticado por muitos, fugindo de Portugal D. João garante a manutenção do Império, os acordos diplomáticos e econômicos com a Inglaterra, e o rei escapa de ser preso ou humilhado como tinha acontecido em outros países.

Para Portugal as conseqüências foram mais graves: o país deixou de ser o centro do império lusitano; as riquezas das colônias não garantiam mais o bem estar de sua população; e depois da expulsão dos franceses, durante anos o país foi administrado por representantes ingleses.

A crise que se abateu sobre o país vai provoca a eclosão de uma revolução – a chamada Revolução do Porto – que acabou com a monarquia absolutista em Portugal.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Governo de Napoleão

Napoleão nasceu em 1769, na ilha de Córsega, localizada entre a França e a Itália. Sua família pertencia à nobreza decadente da região. Seu pai passando por dificuldades financeiras e não vislumbrando outra opção, interna Napoleão na escola militar de Brienne.

Quando Napoleão tinha apenas 20 anos, estoura a Revolução Francesa e como todos os outros estudantes é enviado para os campos de batalha. Nessas ocasiões ele se destaca pela enorme capacidade de elaborar estratégias de combate e rapidamente chega ao posto de general, com apenas 27 anos.

Além de grande estrategista, Napoleão conquista a admiração e apoio de seus subordinados, pois vai para os confrontos ao lado os soldados, arriscando também sua vida.

Durante o período revolucionário algumas batalhas tornam Napoleão nacionalmente reconhecido, entre as quais está a Campanha do Egito. Nessa empreitada um exército comandado por Napoleão tenta conquistar o Egito, na época sob domínio inglês, com o objetivo tirar da Inglaterra o controle do comércio de especiarias orientais. Durante as batalhas, alguns soldados franceses encontraram uma pedra muito antiga contendo inscrições em hieróglifo, demótico e grego. Graças ao estudo dessa pedra (a Pedra de Roseta) foi possível decifrar o hieróglifo, a língua falada pelo Antigo Egito, que na época já estava morta. Graças à Pedra de Roseta hoje conhecemos a história daquela grande civilização.

O reconhecimento de Napoleão era tão grande, que em 09 de novembro de 1799, apoiado pelo exército e pela alta burguesia ele faz um Golpe de Estado, fecha o Diretório e cria um novo regime político – o Consulado. Esse Golpe de Estado ficou conhecido pelo nome de Golpe do 18 Brumário.


O Consulado

O Consulado foi praticamente uma ditadura. Havia três Cônsules - Roger Ducos, Emanuel Sieyès e o próprio Napoleão. Porém, apenas Napoleão tinha direitos decisórios. Todas as leis e medidas governamentais tinham que ser aprovadas por ele. Mesmo assim, a França conheceu um período de grande progresso e estabilidade, graças às medidas adotadas nessa fase:

· Foi criado o Banco da França e uma nova moeda, o Franco.

· Novas tarifas alfandegárias entraram em vigor, fortalecendo a indústria nacional.

· A educação pública foi fortalecida e várias escolas foram construídas.

· O governo confiscou os bens da Igreja Católica e passou a escolher os seus membros, como por exemplo os Bispos.

· Centenas de obras foram feitas dando trabalho a milhares de desempregados.

· Napoleão escreveu os Códigos Civil e Penal, que até hoje estão em vigor na França.

Em 1804, as medidas tomadas pelo Consulado já tinham transformado o país que se fortaleceu economicamente e se reorganiza socialmente. Confiante de seu governo, Napoleão promove um plebiscito para o restabelecimento da monarquia na França, e, no mesmo ano, é coroado rei da França, na Catedral de Notre-Dame.


O Império Napoleônico

O Império de Napoleônico se estende de 1804 a 1814.

Durante esse período, a França enfrenta várias coligações de países estrangeiros que inutilmente tentaram invadi-la. Como contrapartida Napoleão inicia um processo de expansão territorial, conquistando praticamente todos os países da Europa.

As conquistas feitas por Napoleão foram resultado de inúmeros fatores, o uso de equipamentos e armamentos moderno, como o telégrafo óptico, ou as armas menores e padronizadas (o que facilitava a reposição de peças a qualquer momento); o surgimento de tropas civis, aumentando o contingente de soldados, e por fim, o emprego de novas concepções de combates e estratégias militares até então ignoradas pelos generais.

Napoleão acreditava no enfrentamento e destruição das forças inimigas a qualquer custo, para tanto ignorava a neutralidade das nações que estivessem no seu caminho e pudessem atrapalhá-lo, e utilizava a guerra como mais um instrumento para impor seus projetos políticos.

A fim de obter maior velocidade de suas tropas, subdividiu o exército em grupos menores e mais rápidos que pretendiam ora bloquear rotas de fuga dos inimigos, ora impedir seu suprimento de armas e alimentos. Com sua ousadia, Napoleão tornou o exército francês invencível, impondo às populações dominadas a obrigação de fornecer às tropas francesas alimentos, hospedagem e outros suprimentos básicos para a manutenção de seu poderio. Assim, a França garantia um exército sempre muito bem equipado e disposto, com um custo mínimo.

A eficácia dessa tática era tão grande que rapidamente quase toda a Europa caiu sob domínio francês. Foi então que Napoleão implantou uma nova política econômica externa chamada de Bloqueio Continental.

Segundo essa política, os países sob domínio francês estavam proibidos de comerciar com a Inglaterra. O objetivo era fortalecer a indústria francesa, ao mesmo tempo em que aniquilava a economia inglesa.

Inicialmente o Bloqueio Continental foi eficaz, mas como a indústria francesa não tinha capacidade de abastecer o mercado europeu, os países começaram a tentar se libertar do jugo napoleônico.

Em 1812, a Rússia decide reabrir seus portos aos ingleses. Napoleão prepara então um exército de cerca de 600 mil soldados para invadir Moscou.

Como sempre, as tropas francesas foram para a Rússia carregando poucas armas e mantimentos, porém o general russo implementa uma contra-ofensiva chamada de terra arrasada – enquanto as batalhas estavam concentradas nas cidades vizinhas a Moscou, toda a capital russa foi esvaziada, e em seguida completamente destruída. Os prédios foram incendiados, os mantimentos levados pela população, os animais que não puderam ser carregados, foram mortos.

Quando o exército francês chegou a Moscou, ainda de noite, só encontrou destruição. Os soldados não tinham alimentos suficientes, nem abrigos para se protegerem do frio que aumentava durante a noite, pois era inverno na Rússia, com temperaturas que chegavam a 30 graus negativos.

Napoleão, que estava com os soldados em Moscou, não teve outra alternativa senão ordenar a retirada do exército Francês. A volta para a França, durante o inverno, significou a morte de mais de 500 mil soldados.

Após essa derrota, uma nova coligação estrangeira, comandada pela Inglaterra se organiza, conseguindo enfim invadir Paris e prender Napoleão, que é exilado na ilha de Elba, em 1814.


A França Pós-Napoleão

Com a prisão de Napoleão a França volta a viver crise econômica sob a dinastia dos Bourbons, com Luís XVIII. Por isso, a burguesia e o exército se unem e planejam o retorno de Napoleão, em 1815.

Quando os boatos da fuga de Napoleão, chegam a Paris, Luís XVIII foge da França.

Começa o chamado “Governo dos Cem Dias” de Napoleão.

Ele tenta reorganizar o exército francês e restabelecer o Bloqueio Continental, mas a França já não era a mesma. Todos estavam cansados das guerras, e os melhores soldados já tinham morrido nas batalhas anteriores. Quando Napoleão enfrenta a Coligação comandada pela Inglaterra, na Bélgica – na chamada Batalha de Waterloo, já imaginava que iria perder.

A nova derrota de Napoleão significou o fim do Império Napoleônico.

Napoleão é preso e desta vez enviado para uma ilha no Atlântico Sul – a Ilha de Santa Helena, pertencente à Inglaterra, onde morre em 1821.



sábado, 26 de maio de 2007

Questões sobre a Revolução Industrial

1. "A criação de um proletariado despossuído, (...) cultivadores vítimas de expropriações violentas repetidas, foi necessariamente mais rápida que sua absorção pelas nascentes manufaturas. (...) Forma-se uma massa de mendigos, ladrões e vagabundos. Desde o final do século XV e durante todo o século XVI na Europa Ocidental foi criada uma legislação sanguinária contra o ócio. Os pais da atual classe operária foram castigados por terem sido reduzidos à situação de vagabundos e pobres. A legislação os tratava como criminosos voluntários; ela pressupunha que dependia de seu livre arbítrio continuar a trabalhar como antes."
MARX, Karl. O Capital. Paris, Garnier-Flamarion, 1969.

As transformações econômicas e sociais costumam gerar profundas alterações no chamado "mundo do trabalho". A situação apontada por Marx refere-se ao processo histórico

a) Das revoltas operárias, como o ludismo, voltadas à destruição das máquinas e à exploração por elas causada.
b) Do cercamento dos campos (quando a Inglaterra substitui a produção de alimentos pela criação de ovelhas), com o deslocamento de um grande contingente de despossuídos da sua área rural de origem.
c) Da Revolução Industrial, quando os criminosos eram expulsos das fábricas e proibidos de trabalhar em outra ocupação, pela legislação vigente.

2."Na Idade Média, o sistema de produção baseava--se na cooperação."

Dentre as características desse sistema de produção, o artesanato, destaca-se:

a) Nesse período, não havia separação entre o capital e o trabalho, pois o artesão era o dono das suas ferramentas, determinava o ritmo e forma da produção e era dono do produto final.
b) Na Alta Idade Média, a produção destinava-se a um mercado em constante expansão por causa da conquista do continente americano.
c) Para aumentar a produção, nesse período aparece a divisão social do trabalho, na qual cada artesão fazia apenas uma pequena parte do trabalho total.

3. A Revolução Industrial, que transformou profundamente a ordem econômica mundial, teve origem na Inglaterra, relacionada com:

a) O fim da hegemonia marítima inglesa.
b) O uso do vapor como energia nas fábricas.
c) O fortalecimento do movimento socialista.

4. Qual das invenções técnicas abaixo não faz parte da Primeira Revolução Industrial:

a) Tear mecânico de Cartwright;
b) Máquina a vapor de James Watt.
c) Motor a explosão de Daimler-Benz;

5. A Primeira Revolução Industrial, iniciada em fins do século XVIII (1750), provocou várias transformações na sociedade européia, tais como:

a) Surgimento do operariado – fortalecimento do controle político das metrópoles sobre suas colônias
b) Difusão dos princípios revolucionários liberais – melhoria das condições de vida e trabalho no meio urbano
c) Transferência do centro econômico das áreas rurais para as urbanas – Surgimento do operariado.

6. Um fator decisivo para o desenvolvimento da Revolução Industrial na Inglaterra, a partir da segunda metade do século XVIII (1750), foi:

a) A união da nobreza e burguesia inglesa para promover a expansão territorial inglesa na Europa.
b) A crescente expansão comercial inglesa no mundo, que possibilitou um grande acúmulo capital nas mãos da burguesia inglesa.
c) O incentivo à inovação tecnológica como resultado da ação dos ludistas que destruíram as máquinas consideradas obsoletas.

7. "Na Idade Moderna, até por volta de 1760, a manufatura foi característica do sistema de produção. A partir de 1760, aproximadamente, inicia-se a era da grande indústria." - Carlos Guilherme Mota

Dentre as características dos dois sistemas de produção citados no texto, respectivamente, destacamos:
a) Até 1760, já se observa uma divisão social do trabalho preliminar; Após 1760, o uso da máquina leva ao extremo a separação entre o capital e o trabalho.
b) Até 1760, o controle da produção ainda é feita pela nobreza, após 1760, a produção é controlada pela burguesia.
c) Durante a primeira fase da Revolução Industrial surgem as associações de comerciantes, Trade Unions; na segunda fase, temos os artesão se transformam em operários.

8. Após 1850, o desenvolvimento industrial deu um grande salto tecnológico, com o uso do petróleo e da eletricidade como fontes de energia. Sobre esse período está ERRADO afirmar que:

a) Houve o crescimento das cidades, algumas chegando a se tornar grandes metrópoles como Londres e Paris.
b) O Estado passou a controlar todo processo produtivo, nos países industrializados.
c) O crescimento do comércio e a produção em grande escala, fez surgir na atualidade uma sociedade consumista.

9. A Segunda Revolução Industrial ocorrida no século XIX, a partir de 1850, pode ser caracterizada pelo grande desenvolvimento em três aspectos apontados corretamente na alternativa:

a) Indústria têxtil - Energia a vapor - Metalurgia.
b) Mecanização da agricultura - Transportes - Metalurgia
c) Indústria química - Siderurgia - Eletricidade

10. Foi na Inglaterra que surgiram as primeiras grandes manufaturas, monopolizando o comércio internacional, durante décadas. Também foi o primeiro país a entrar na Era Industrial. Sobre o pioneirismo tecnológico inglês, podemos afirmar:

I. Foi possível porque a Inglaterra tinha grandes reservas de carvão e ferro em seu subsolo.
II. Havia uma grande quantidade de desempregados nas cidades inglesas, que se transformaram em mão-de-obra barata nas indústrias e minas do país.
III. A nobreza inglesa investiu durante décadas na industrialização do país, pois pretendia acabar com os privilégios políticos e econômico que a burguesia havia conquistado durante a Revolução Inglesa de 1640.

Estão corretas:

a) I e II
b) I e III
c)I e III

11. Ao longo da evolução tecnológica da humanidade, as condições de trabalho e as relações entre operários e patrões sofreram inúmeras transformações. É errado dizer sobre essas condições de trabalho:

a) Na Idade Média, o artesão conhecia todas as etapas do processo produtivo, sendo ele próprio responsável pela compra da matéria-prima, fabricação do produto e sua venda.
b) Na Inglaterra, até o início do século XIX, o trabalho infantil era comum, pois além de receberem salários menores e trabalharem mais de 15 horas diariamente, as crianças quase nunca reclamavam das condições de trabalho.
c) Na atualidade, as conquistas obtidas pelos movimentos sociais acabou com a exploração do trabalho infantil e com os trabalhos realizados em condições desumanas.

12. A chamada Revolução Industrial foi um processo iniciado na Inglaterra que provocou transformações sociais e tecnológicas. Sobre a Revolução Industrial Inglesa, indique o que está ERRADO:

a) Substituiu a energia humana pela força motriz, o artesanato pela produção fabril.
b) Marcou a definitiva separação entre capital e trabalho, entre burguesia e proletariado.
c) Caracterizou-se por uma sensível melhoria nas condições de vida dos trabalhadores em termos de oportunidades e salários.

13. O início da Era Industrial ficou conhecido como a fase do Capitalismo Selvagem, pois:

a) Ao lado da riqueza da burguesia e do progresso industrial, estava a miséria da maioria da população, o proletariado.
b) As máquinas nessa época, por serem muito rudimentares, vivam quebrando, provocando grandes prejuízos aos capitalistas.
c) Grandes áreas de florestas e bosques foram totalmente destruídos para fornecerem madeira e carvão para as indústrias.

14. Com a Revolução Industrial surgiu na Europa um conjunto de transformações sociais e econômicas. Sobre este período é FALSO afirmar:

a) Com a revolução aconteceu um grande crescimento urbano, com cidades como Londres, possuindo um grande número de habitantes.
b) Um dos grandes fatores do pioneirismo inglês recaiu no fato da Inglaterra ter sido a que mais acumulou capital durante a Idade Moderna.
c) A Revolução Industrial, apesar de trazer grande desenvolvimento econômico, não colaborou para a ascensão da Inglaterra à condição de grande potência mundial.

15. Sobre a Revolução Industrial a alternativa FALSA é:

a) Provocou uma crescente urbanização.
b) Teve início com o mercantilismo, responsável pela conquista européia sobre a África, Ásia e América.
c) Desenvolveu-se a produção em massa, como também uma grande divisão do trabalho.

16. Principalmente a partir da Segunda Fase da Revolução Industrial, 1850, houve um intenso processo de urbanização na Europa. Sobre esse processo de urbanização podemos afirmar que:

I. Nos grandes centros urbanos surgiram favelas, que tinham uma infra-estrutura precária, e eram conhecidas como áreas muito violentas das cidades.
II. A redistribuição de riquezas, graças aos avanços tecnológicos, fez desaparecer os problemas sociais, nas grandes metrópoles.
III. A utilização de novas fontes de energia como a eletricidade, permitiu melhorias na infra-esturtura de muitas cidades, como a implantação da iluminação pública (das ruas), e a instalação de bondes elétricos.

Estão corretas:

a) I e II.
b) I e III
c) II e III

17. O início do séc. XIX, foi marcado pela ocorrência de vários movimentos sociais. Sobre esses movimentos podemos afirmar:

a) O Ludismo foi o nome dado a uma série de revoltas de operários ingleses que invadiam, destruíam e incendiavam fábricas, em protesto contra as péssimas condições de vida e trabalho à quais estavam submetidos.
b) Trade Unions eram manifestações políticas de ricos burgueses que exigiam do governo inglês o estabelecimento de monopólios sobre produtos industrializados produzidos pela Inglaterra.
c) Cartismo eram manifestações organizadas pelos operários americanos a favor da eleição de James Carter (Jimmy Carter) para o cargo de presidente dos EUA.

18. Acerca da Revolução Industrial, é FALSO afirmar:

a) Iniciou na Inglaterra no final do século XVIII, e no seguinte, espalhou-se por outros países de Europa continental, EUA e Japão
b) Não alterou as relações sociais da época já que a produção restringiu-se apenas aos pequenos centros urbanos que existiam.
c) Os avanços tecnológicos e a produção mecanizada foram decisivos para o processo de enriquecimento dos países industrializados.

19. Relacione as colunas e indique a alternativa CORRETA:

1. Liberalismo
2. Comunismo
3. Anarquismo
4. Capitalismo
5. Imperialismo


( ) Conjunto de doutrinas que defende a organização de uma sociedade sem nenhuma forma de autoridade imposta, como o Estado a Família ou a Igreja. Pois essas autoridades impedem os indivíduos de usufruir liberdade plena".
( ) "Dominação de um país sobre outros, através da conquista territorial, ou pelo controle de suas economias, ou ainda pela influência em seus sistemas políticos".

A alternativa correta é:

a) 3 - 4
b) 3 - 5
c) 2 - 4


20. Não há uma doutrina específica que defenda o Capitalismo, pois esse sistema político-econômico foi sendo construído ao longo do tempo, a partir da adaptação da sociedade às novas condições políticas e sociais do mundo Moderno e Contemporâneo. Mesmo assim, o pensamento de alguns cientistas sociais e filósofos influenciaram as decisões de capitalistas e governantes.

Abaixo estão colunas que tratam do pensamento de alguns desses pensadores. Relacione-as:

  1. Adam Smith.
  2. David Ricardo.
  3. Thomas Malthus.

( ) Acreditava que o rápido crescimento populacional poderia provocar graves problemas sociais, pois a população mundial crescia tão rapidamente que a produção agrícola seria incapaz de alimentar a humanidade.
( ) Definiu a diferença entre preço e valor das mercadorias. O valor passou a ser visto como o capital que deveria ser investido na produção de uma mercadoria.
( ) Acreditava no individualismo e dizia que cada cidadão buscando fazer o melhor para si, acabava beneficiando toda a sociedade.
( ) Defendia a idéia de que o Estado não deveria intervir na economia, pois apenas a livre-concorrência seria capaz de definir os melhores preços e condições de compra e venda dos produtos.
( ) Afirmava que para ter lucro o capitalista deveria pagar um salário mínimo aos seus operários.
( ) Dizia que a miséria e a fome era resultado do crescimento populacional das camadas mais pobres da sociedade, por isso o Estado não deveria ter ações de assistência aos pobres, evitando que a população aumentasse ainda mais.

A seqüência correta é:

a) 3 – 2 – 1 – 1 – 2 – 3
b) 3 – 1 – 2 – 3 – 1 – 2
c) 3 – 2 – 1 – 3 – 1 – 3



Veja mais sobre esse tema em:

Fases da Revolução Industrial

Sociedade Industrial